Terça, Dezembro 10, 2019
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A instabilidade energética foi tema na tribuna da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), na manhã desta quarta-feira (24). O deputado estadual Coronel Chagas (PRTB) destacou a preocupação com as frequentes interrupções no fornecimento de energia elétrica e a responsabilidade da empresa Roraima Energia em prestar um serviço de qualidade.

Segundo Chagas, a empresa Roraima Energia deve aumentar o investimento e, se necessário, mais parques energéticos, já que arrematou em leilão a distribuição de energia até então detida pela Eletrobrás.

“A empresa tem obrigação de prestar um serviço de qualidade para a população, de forma ininterrupta, independentemente do fato de a linha de transmissão que liga Roraima ao sistema nacional de energia elétrica, o Linhão de Tucuruí, ainda não ter saído do papel”, justificou.

O parlamentar lembrou que independente da fonte energética, a empresa deve cumprir sua função em oferecer energia segura e de qualidade. “Se a energia a ser distribuída vai ser da Venezuela, de Tucuruí ou de usinas termelétricas, ao consumidor não interessa. Queremos energia de qualidade, sem racionamento, porque estamos pagando a energia mais cara do Brasil”, protestou o parlamentar.

A insuficiência na geração de energia em Roraima foi citada por Chagas ao justificar a necessidade de gerar 175 megawatts para atender a população, pois a produção dos três parques geradores de energia varia, atualmente, entre 170 a 175 megawatts.

“Nos horários de pico o consumo ultrapassa essa produção e as fontes geradoras não conseguem acompanhar, e ocorre o racionamento. E vai piorar, porque essas máquinas estão trabalhando 24 horas por dia. Vai chegar um ponto que vão ter que parar as máquinas para fazer a manutenção, podendo o sistema entrar em colapso”, avaliou.

Atualmente Roraima dispõe de três fontes geradoras de energia: Usina de Monte Cristo [produzindo 90 megawatts], Usina do Jardim Floresta e a do Distrito Industrial (juntas com 80 megawatts). “Se uma dessas duas últimas quebrar, vamos ter um terço da cidade às escuras. E se for a de Monte Cristo, metade da cidade no escuro”, alertou o parlamentar.

Em aparte, os deputados Aurelina Medeiros (Podemos) e Gabriel Picanço (PRB), Nilton do Sindpol e Jeferson Alves (PTB) fizeram sugestões para que convidem autoridades que detém poder de decisão do setor elétrico nacional, a participarem da audiência pública sobre o Linhão de Tucuruí, agendada para o dia 24 de maio.