Terça, Maio 21, 2019
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Estima-se que mais de 70 km² da Floresta Amazônica ficaram submersas, quando a hidrelétrica foi construída há mais de 20 anos. Estudos indicam que elas permanecem aproveitáveis por mais de 100 anos.

O projeto foi apresentado a Casa em abril deste ano e tramitou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Agora, deve seguir para sanção governamental. 
“São milhares de árvores submersas, madeiras nobres, de diversas espécies que podem ser comercializadas. Também madeiras simples, que podem ser utilizadas para a produção de carvão, com o selo ambiental”, ressaltou Chagas. 

De acordo com o parlamentar, o projeto tem viés ambientalista e progressista. Do ponto de vista ambiental, é positivo em razão dos problemas causados pela decomposição da madeira. “Ao invés de retirar a madeira virgem da floresta, vamos extrair a madeira que já está comprometida. Além disso, depois de um tempo, essa madeira produz gases, como o metano, que afetam o meio ambiente”, observou, acrescentando que esses resíduos também danificam as turbinas da usina, causando gastos milionários aos cofres públicos com manutenção.   

Sob a perspectiva econômica, vai gerar emprego e renda. “A região sul do Estado tem muitas madeireiras sob investigação policial, que coloca em risco milhares de empregos. Temos condições de dar uma nova frente de trabalho, gerando riquezas à região”, observou.

Chagas exemplificou que no Lago de Tucuruí, no Pará, já existe o aproveitamento de toras submersas. Pelo projeto de lei, o Governo de Roraima, por meio da Femarh (Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos), fica autorizado a fazer o cadastro das empresas interessadas na exploração comercial. Também cabe ao Poder Executivo editar instrumento normativo, disciplinando a atividade econômica. As receitas decorrentes da aplicação da lei serão incorporadas ao orçamento anual da Femarh.